Os verbos irregulares (terminados em -ir)

A riqueza da língua portuguesa reveste-se, muitas vezes, de complexidade, nomeadamente ao nível da flexão.

Assim, há verbos irregulares com alteração do radical nalgumas das suas flexões, o que os distingue dos verbos regulares. Vejamos, por exemplo, o verbo "pedir". No presente do indicativo, dizemos peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem e, no presente do conjuntivo, peça, peças, peça, peçamos, peçais, peçam.

Contudo, o verbo "partir" mantém o radical em todas as pessoas: parto, partes, parte, partimos, partis, partem (presente do indicativo); parta, partas, parta, partamos, partais, partam (presente do conjuntivo).

Os verbos "ouvir", "medir", "despedir" e "impedir" também alteram o radical nalgumas das suas flexões: eu ouço, tu ouves; eu meço, tu medes; eu despeço, tu despedes; eu impeço, tu impedes.

Há ainda verbos irregulares terminados em -ir com mutações vocálicas. É o caso do verbo "acudir": acudo, acodes, acode, acudimos, acudis, acodem.

Os verbos "bulir", "cuspir", "fugir", "sacudir" e "subir" também sofrem o mesmo tipo de mutações.

 

* Professora de Português e formadora do acordo ortográfico

jn.acordoortografico@gmail.com